segunda-feira, 31 de março de 2008

Biopoder, biopolítica e o tempo presente

O texto que li foi o “Biopoder, biopolítica e o tempo presente”, de Antônio Cavalcanti Maia.do livro “O Homem-Máquina”.

O texto em questão é bastante atual, e mostra as relações da organização social, como e porquê as políticas são realizadas, e qual o papel do homem atual nesta mesma sociedade.

O humano é focado em sua condição de corpo, mero corpo a ocupar um espaço numa sociedade sistematizada e com funções específicas. O mundo industrial que vivemos, cada função é importante para a equação final (entende-se como equação final o tempo presente, que mesmo caminhando sempre à um futuro presente, jamais deixa de ser presente) e o corpo humano é fundamental para o funcionamento dos mecanismos mecatrônicos, por isso as industrias empregam pessoas de ambos os sexos, pois o importante é o corpo agindo mecanicamente.

A medicina hoje serve para deixar os corpos preparados para o trabalho, neste sentido o texto diz que a medicina deixou de ser um bem privado para ser um bem público, pois é a população operária que fazem a indústria funcionar, e este corpo deve ser preservado para que possa fazer nascer novos corpos para a engrenagem social continuar operante.
Os “corpos” fazem parte da “sociedade” humana, e esta possui leis e ordens morais e cívicas que delineiam a boa conduta e estereotipam os “mocinhos e mocinhas” da grande novela que é a vida. Falando em novela, estas também são formas de educar a população para uma homogeneização de caráter e expectativas de vida. Os sonhos individuais são fabricados em massa e postos à venda nas livrarias, rádios, televisores, cinemas e no meio da rua.

Na sociedade de hoje uma outra questão que chama a atenção no texto é a relação de redes no dia a dia empresarial e individual. A sociedade informatizada possui imensos bancos de dados sobre as populações e sobre cada indivíduo ou bem produzido. O novo “big brother” do século XXI não necessariamente olha o indivíduo de forma direta, mas sim de todos os lados, o poder de rastreamento da sociedade alcançou tamanho nível que é possível saber via satélite e via cadastros uma gama de informações a cerca de pessoas e produtos.

Marcos Élder Vieira de Carvalho

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