A MÁQUINA - O AMOR É O COMBUSTÍVELNa segunda aula de "Tecnologia da Comunicação, Informação e Sociedade", exibimos o filme a "A Máquina - o amor é o combustível", de João Falcão.
Aqui tentamos lider com uma possível humanização da máquina e da tecnologia, vinculando-a, não apenas ao amor, mas ao desejo: à produção do desejo, muias vezes de forma até vampirizada pelo fascínio do mundo e das suas "modernidades". Tal aspecto, verificado na personagem Karina, talvez esteja relacionado não apenas às "maquinas desejantes", de Deleuze e Guattari - que incluiria os "modos capitalísticos" de produção do desejo (vampirização do desejo) - mas também poderia estar relacionado àquilo que Milton Santos chamou de verticalidades, de forças contrífugas, características das relações mediadas pela técnica e pelo seu fascínio.
A expansão exponencial das tecnologias também deve um pouco a variados tipos de alucinação, da mesma forma que deve aos sonhos humanos, áquilo que Morin chamou de ectoplasmas de humanidade em forma de amor romanceado, que o cinema americano foi primoroso em difundir no mundo inteiro (aliás, o filme "cita" Hollywood em diversas passagens). Há aí um núcleo bastante diferente de necessidades e de agenciamentos que são de um outro tipo de "produtividade".
Dê aqui o seu palpite sobre esta aula.
Josemar Martins (Pinzoh)

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