Há poucos anos atrás era apenas cenas de filme de ficção científica imaginar a codificação do genoma humana e a utilização dessa informação para prever doenças no futuro, produzir pessoas geneticamente modificadas, diferenciar as pessoas e qualificá-las. Mas isso já acontece na nossa sociedade atual, que detém o comando sobre as vidas humanas, controlando e vigiando, é o biopoder.
Mas para compreender essa forma de poder, precisamos entender como ela surgiu e de que forma a sociedade há séculos atrás foi organizada. Para recapitularmos podemos voltar até a Idade Média onde a ordem era mantida pela obediência dos súdidos ao senhor feudal, isso era representado através de rituais, cerimônias, o pagamento de impostos e taxas.
Na Antiguidade Clássica começou-se a entender o corpo como um objeto de poder e a partir de então foi desenvolvendo tecnologias com o objetivo de discipliná-lo, que pode ser conceito por Foucalt como “métodos que permitem o controle minucioso das operações do corpo, que realizam a sujeitação constante de suas forças e lhes impõem uma relação de docilidade-utilidade.” Ou pode ser definido também como o “processo técnico unitário pelo qual a força do corpo é com o mínimo de ônus reduzida como força política, e maximizada como força útil.”
Mas qual o objetivo de disciplinar o corpo? A resposta é simples, além de organiza esse corpo em termo de sociedade, a principal função é produzi-lo como força produtiva é como no filme de Charles Chaplin, Tempos Modernos, em que o corpo é distribuído em uma linha de produção e treinados para realizar uma determina função, apertar parafusos.
Isso aconteceu na sociedade moderna e com o desenvolvimento da sociedade contemporânea essa relação também se transformou, a disciplinarização transformou-se no biopoder. Após o poder disciplinar, que gera e controla os corpos (tanto individuais como no sentido da populacional) em determinados espaços, desenvolveu-se uma outra tecnologia, o biopoder que gera e controla o corpo mas agora num espaço aberto. Contudo o surgimento dessa tecnologia não acaba com a outra, eles se unem e cumprem um papel mais efetivo para um único objetivo, o político econômico de acumulação de riquezas, preservação e conservação da força de trabalho, vigilância e controle da sociedade.
Mas quais são os efeitos dessa vigilância e controle? Como podemos definir os limites entre o desenvolvimento tecnológico para fins médicos e científicos saudáveis do que para transformá-lo em biopoder? Essas questões devem ser discutidas neste mundo atual para definir limites, normas, algumas regras, não para voltar ao passado da sociedade moderna, do mundo panóptico, mas fazer com essa sociedade que não aperta mais parafusos, pense, se auto regule e decida sobre questões tão cruciais para a perpetuação da espécie.
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Fernanda Santos Silva -7 período

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