Por Juciana Cavalcante
Algo tão inquietante para as sociedades de um modo geral sempre foi à organização do tempo e aquilo que se pode produzir nele. Mas talvez nunca tenha sido tão difícil quanto hoje. Percebendo quanto já se foi produzido por essa atual sociedade e nossas grandes diferenças.
Muita coisa mudou!! Homens e mulheres são mais exigidos pela vida. No filme A Máquina, ambientado em uma pequena cidade do sertão chamada Nordestina, Karina da rua de baixo (Mariana Ximenes) sonha em ser atriz e partir para o mundo, no entanto Antônio de Dona Nazaré (Gustavo Falcão) adianta-se para trazer o mundo até Karina. Na história, sonhos contradizem a realidade, as condições geográficas e políticas ameaçam conter a vida, e o amor desempenha o papel de elemento transformador.
O fato de Antonio amar tanto ao ponto de querer trazer o mundo a sua amada, ao invés de se obedecer ao curso normal, mostra a necessidade do homem em trazer o mundo para si, a serviço de seus interesses. Para isso, ele sai da cidade e utiliza-se de uma importante ferramenta, anuncia em um programa de televisão, que irá fazer uma viagem ao futuro, partindo da Praça de Nordestina. Se fracassar, garante que uma máquina da morte o irá destruir, ao vivo, na frente de todos.
Ao ver o filme, fica claro o nível de interesse do público pelo drástico, à medida que se fala em morte, sangue, no trágico, a audiência aumenta. É claro que a sociedade ainda se reserva a esse gosto e para isso os meios de comunicação de massa desfrutam das volumosas receitas. Se o público gosta, lucro certo.
Na verdade, parece que as tecnologias são instrumentos de potencialização de desejos, mas até onde isso é benéfico? O uso dos veículos de comunicação por parte de Antonio de Dona Nazaré serviu de subsídio para uma conquista, e quantas ‘Fontes’ não se utilizam desse mesmo fator.
Precisamos então rever algumas concepções enquanto profissionais da mídia, uso das tecnologias, confiabilidade de fontes. Ou então talvez seremos também reprodutores dos mesmos erros que tanto criticamos.
*Estudante do 8º período de Comunicação Social - Hab. Jornalismo.

Um comentário:
É isso aí, Juci!!
Parabéns pelo texto!!!
Uma nova Metrópolis está surgindo!
Vamos morar no subsolo!!
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