Por Emiliana Carvalho
“É o homem como autor do seu destino, suficientemente corajoso para rejeitar qualquer apelo a um pai transcendente, suficientemente humanista para não transformar a pedagogia em arte de amestrar, e suficientemente democrático para não substituir a política pela biologia.”
(Sérgio Paulo Rouanet)
Este fragmento fala essencialmente de liberdade. Primeiramente fala do homem que deve se libertar de um pai transcendente - que neste caso, é equivocadamente relacionado a deus, às energias superiores, quando, na verdade, deveria estar relacionado ao “pai metafísico”, criado pelo próprio homem e apresentado dogmaticamente pelas diversas religiões e que por sua vez são responsáveis pela manutenção de uma necessidade de apelo e salvação. Ou seja, Rouanet fala em um homem que deve ter coragem para rejeitar qualquer apelo a um pai transcendente e eu concordo, desde que ele reconheça quem é este pai, que a meu ver, é criação do próprio homem e nada tem a ver com Deus.
O homem se domina, no pior sentido da palavra. Ele cria os próprios mecanismos físicos e psicológicos de controle. O homem aprisiona a si mesmo para depois apelar para a própria liberdade e em meio à esse processo se julga suficientemente capaz de não se responsabilizar por isso.
O homem tal qual conhecemos é uma máquina há muito tempo forjada que não sabe seguir os próprios manuais e que não sabe o que é liberdade e talvez nem queira conhecer, pois a teme.
Este fragmento demonstra, pelo menos para mim, a completa confusão existencial na qual a humanidade se encontra. O que de fato queremos? Liberdade ou controle? Sermos humanos ou máquinas?
La Mettrie era um filósofo, defensor da razão, materialista e concebia a idéia de um “homem-máquina, sem Deus e sem alma”, um homem que deveria se valer pela inteligência, ao invés da espiritualidade.
Essa é uma visão um tanto quanto equivocada da existência humana, por ser unívoca. Acredito que o homem possa ser fruto da razão e do espírito, que se observarmos mais atentamente são indissociáveis.
O homem não é máquina, o é somente, quando trabalha no sentido de sua pedagogia do amestramento, da sua racionalidade alienada e de sua espiritualidade conturbada.
(Sérgio Paulo Rouanet)
Este fragmento fala essencialmente de liberdade. Primeiramente fala do homem que deve se libertar de um pai transcendente - que neste caso, é equivocadamente relacionado a deus, às energias superiores, quando, na verdade, deveria estar relacionado ao “pai metafísico”, criado pelo próprio homem e apresentado dogmaticamente pelas diversas religiões e que por sua vez são responsáveis pela manutenção de uma necessidade de apelo e salvação. Ou seja, Rouanet fala em um homem que deve ter coragem para rejeitar qualquer apelo a um pai transcendente e eu concordo, desde que ele reconheça quem é este pai, que a meu ver, é criação do próprio homem e nada tem a ver com Deus.
O homem se domina, no pior sentido da palavra. Ele cria os próprios mecanismos físicos e psicológicos de controle. O homem aprisiona a si mesmo para depois apelar para a própria liberdade e em meio à esse processo se julga suficientemente capaz de não se responsabilizar por isso.
O homem tal qual conhecemos é uma máquina há muito tempo forjada que não sabe seguir os próprios manuais e que não sabe o que é liberdade e talvez nem queira conhecer, pois a teme.
Este fragmento demonstra, pelo menos para mim, a completa confusão existencial na qual a humanidade se encontra. O que de fato queremos? Liberdade ou controle? Sermos humanos ou máquinas?
La Mettrie era um filósofo, defensor da razão, materialista e concebia a idéia de um “homem-máquina, sem Deus e sem alma”, um homem que deveria se valer pela inteligência, ao invés da espiritualidade.
Essa é uma visão um tanto quanto equivocada da existência humana, por ser unívoca. Acredito que o homem possa ser fruto da razão e do espírito, que se observarmos mais atentamente são indissociáveis.
O homem não é máquina, o é somente, quando trabalha no sentido de sua pedagogia do amestramento, da sua racionalidade alienada e de sua espiritualidade conturbada.

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