Por Mirrail Menezes
Apenas mais uma crítica a algo que o próprio La Mettire criticava: o preconceito. Ele fala tanto em preconceito, etc., mas não olhou em seus textos para o próprio preconceito que possuía contra o cristianismo. Não falo de instituições ou pessoas isoladas que as representem ou não. Falo de Cristianismo (algo muito maior: uma Fé, uma visão de vida e mundo, uma religião de bases filosóficas sérias – inclusive muito estudadas, caso não fosse assim as academias não citariam Sto. Agostinho ou S. Tomás de Aquino). No texto há uma afirmação assim: o cristianismo é na sociedade “uma infecção, um mal de caráter epidêmico que se propagava pelo contágio”. Acredito, como conhecedor da causa, que isso só pode ser uma afirmação de alguém que não se debruçou muito sobre um assunto para depois falar dele. E isso não aconteceu só com La Mettire. Muitos outros teóricos fizeram ou fazem isso corriqueiramente, sempre tendo como alvo o cristianismo. A começar por Nietzsche.
Enfim, isso é desabafo final. Um convite à quem quiser falar alguma coisa sobre algo para que estude bem antes disso. Até para não desrespeitar a fé e a cultura alheia (mesmo que o autor não concorde com ela). E quando falo isso não me refiro apenas aos teóricos. Penso de modo especial nos jornalistas (em formação ou não), que às vezes tem manias também de falar algo sem buscar compreender bem o assunto ou seu contexto. Utilizar reducionismos apenas para destilar criticas... E isso é algo que acontece muito hoje com o Cristianismo e a Igreja Católica, quando são tratados nos Meios de Comunicação de Massa.
