“Num pedaço de qualquer lugar” Antônio faz e refaz o tempo. O filme de Adriana e João Falcão acontece na cidade de Nordestina. Uma cidade pequena que não comporta o sonho dos seus moradores. A maioria vai deixando o local. E isso é bem representado quando a mãe de Antônio, que tem 11 filhos, tira foto apenas com dois e o retrato dos outros 9 que já haviam deixado a cidade.
Karina também quer conhecer o mundo. O cenário de “A máquina” consegue construir um ambiente auto-contido, um lugarejo isolado do mundo. Por isso Karina planeja ir embora dali, e conta os dias para completar seus dezoito anos. Mas Antônio tem o poder de controlar o tempo e promete trazer o mundo para sua amada.
O filme transporta-nos para um palco, é como se o teatro pudesse conter o cinema. E, como nos ensaios de Antônio e Karina, o filme parece permitir ensaiar a vida. Antônio dá voltas no tempo, pára os segundos, revive os momentos.
Com diálogos que variam entre a brincadeira sonora (que tempo era esse, ora essas?) e ironias semânticas (segurança era o cara que ganhava para deixar o outro camarada inseguro) “A máquina” faz pensar e cantar esse tempo, esses planos, essa vida e essa poiéses que cria uma rede de outras coisas.
O tudo e o nada do amanhã permitem ao filme a construção de dois finais, ou duas saídas, ou o ensaio e o definitivo. Antônio decepciona Nordestina quando não consegue prever o futuro, e vive 50 anos para voltar a cidade, prever o futuro, e reencontrar Karina.
O longa-metragem retrata, ainda, os meios de comunicação e a faminta busca pela audiência.
*Por Thaic Carvalho 8º período de Jornalismo
Karina também quer conhecer o mundo. O cenário de “A máquina” consegue construir um ambiente auto-contido, um lugarejo isolado do mundo. Por isso Karina planeja ir embora dali, e conta os dias para completar seus dezoito anos. Mas Antônio tem o poder de controlar o tempo e promete trazer o mundo para sua amada.
O filme transporta-nos para um palco, é como se o teatro pudesse conter o cinema. E, como nos ensaios de Antônio e Karina, o filme parece permitir ensaiar a vida. Antônio dá voltas no tempo, pára os segundos, revive os momentos.
Com diálogos que variam entre a brincadeira sonora (que tempo era esse, ora essas?) e ironias semânticas (segurança era o cara que ganhava para deixar o outro camarada inseguro) “A máquina” faz pensar e cantar esse tempo, esses planos, essa vida e essa poiéses que cria uma rede de outras coisas.
O tudo e o nada do amanhã permitem ao filme a construção de dois finais, ou duas saídas, ou o ensaio e o definitivo. Antônio decepciona Nordestina quando não consegue prever o futuro, e vive 50 anos para voltar a cidade, prever o futuro, e reencontrar Karina.
O longa-metragem retrata, ainda, os meios de comunicação e a faminta busca pela audiência.
*Por Thaic Carvalho 8º período de Jornalismo

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