quinta-feira, 16 de julho de 2009

Comunicação Alternativa

Juciana Cavalcante

Criada sob o conceito de ser uma diferença, a comunicação alternativa surge como uma nova maneira de fazer comunicação. A boa intenção não demorou muito para sofrer duras críticas pelo produto a que se propôs: tecer a crítica sobre a maneira que se fazia comunicação. Atenho-me aos veículos alternativos de comunicação, seu surgimento baseado e motivado por uma maneira ou mais simples, ou mais acessível de se transmitir uma notícia, dando ainda voz às massas.
A ideia original é boa, mas a realidade fora do papel cumpre algo quase que totalmente diferente ao que se imaginava. A comunicação alternativa como espaço para o exercício da crítica da mídia não só o fez como assumiu caráter comercial, o que na teoria deveria ser ela isenta. Rádios e TVs comunitárias, alternativas parecem correr ao longos das “pautas”, para não dizer dias, atrás da mola propulsora de sustentação, a chamada publicidade.
Temas que envolvam Educomunicação, educação associada diretamente à comunicação; a comunicação e desenvolvimento que ela pode propiciar a sociedade local, uma maneira de digitalização dos meios, e ainda políticas públicas para comunicação são discutidos em muitas academias. O problema é quando essa discussão versa apenas um lado, e a crítica pela crítica não nos leva a lugar algum. Mais do que buscar soluções é necessário e imprescindível a realização de ações que visem de fato à realização em prática das discussões sobre tais temas.
O espaço de discussões sobre a crítica da comunicação alternativa e o seu inverso, ainda podem propiciar o surgimento de novas teorias e quem sabe uma nova forma de se fazer comunicação, regida por novos parâmetros que a cada dia pautam de forma diferente os veículos de comunicação.
Quando se ouve falar em modernização das redações, técnicas de jornalismo, enxugamento das redações, onde ainda se concentram os formados na área que embora contrariando muitos, não é uma arte e sim um a ciência, esse é um dos momentos mais específicos para se avaliar os resultados que já temos com a chamada comunicação alternativa.

Um comentário:

Érica disse...

"...ainda podem propiciar o surgimento de novas teorias e quem sabe uma nova forma de se fazer comunicação...", é pena que para isso seja necessária a disposição dos sujeitos. Os sujeitos? Nós, seres humanos -'dotados' de inteligência e capacidade para realizar ações e provocar as mudanças - nem sempre dispostos.